sábado, 20 de agosto de 2011

PROBLEMA? É MELHOR RESOLVÊ-LOS.


por Roberto Shinyashiki

Nunca odeie quem lhe traz o problema. Ele é somente o professor.
Resolva a dificuldade e agradeça a essa pessoa pela oportunidade de
evoluir

Uma das perguntas mais freqüentes que alguém faz a si mesmo é: por que
estou enfrentando este problema? Infelizmente, a maioria das pessoas
encontra a resposta do modo errado: culpando o outro. A culpa é do
chefe, do companheiro, dos pais, do empregado.

Mas o outro nunca é a razão de seus problemas. Se você não aprender
com a dificuldade, vai repeti-la ao infinito. Vai trocar de emprego,
de companheiro, de empregados, mas, quando perceber, trocou as pessoas
e o problema continua o mesmo, e se repete.

Os problemas são oportunidades de aprendizado e, quando perdemos essa
lição, toda dor que sentimos se torna inútil. Lembre-se: para todo
problema existe solução. Aliás, essa é uma boa definição: problema é
um acontecimento que vem sempre acompanhado de solução. Quando você
não tiver uma solução, será necessário definir qual é o problema.

Por exemplo: você descobre que não tem dinheiro para pagar as contas.
Está bem, não ter dinheiro é um problema, principalmente se os
credores estão lhe cobrando e os juros aumentando. A solução
provavelmente se inicia com o corte de gastos, continua com uma
negociação com os credores e alguma ação para ganhar mais dinheiro. No
final, extraiu-se um aprendizado de uma situação que parecia ter
apenas um lado negativo.

Perceba tudo o que você pode aprender em uma situação assim:

- Aprender a gastar de acordo com seus rendimentos;

- Aprender a ser humilde para negociar com os credores;

- Aprender a ganhar mais.

A solução sempre existe! E, na maior parte das vezes, a pessoa sabe
qual é. O difícil é ter a coragem de pô-la em prática. Nunca perca a
oportunidade de aprender com uma dificuldade. Aprender em geral é
destruir uma visão e construir uma nova perspectiva.

E, principalmente, tenha certeza de que o problema será resolvido. Se
você tiver alguma dúvida disso, pense: se você morresse agora, qual
seria a evolução do problema? Percebeu? Ele de alguma maneira se
resolverá.

A única coisa que não funciona é jogar no outro a responsabilidade por
suas dificuldades. O ódio bloqueia a criatividade e só piora as
coisas. As pessoas que chamamos de inimigos são os melhores mestres
que a vida nos oferece para nos ajudar a aprender as lições que nos
farão crescer. Elas nos mantêm acordados para podermos evoluir.
Perceba que, depois que você resolve uma dificuldade, fica até
agradecido por essa pessoa ter lhe ensinado uma lição.

 Luiz Antonio Gasparetto certa vez falou:

“Perdoar é descobrir que você não tem razão nenhuma para perdoar; é
apenas viver o aprendizado. Isso só acontece quando você aproveita a
oportunidade para crescer”.

Se você carrega ódio de alguém, pense na lição que você tem a aprender
com esse alguém e sua vida será muito melhor.

Se você tem muitos problemas, pense na lição que você tem a aprender
com esses problemas e sua vida será muito melhor.
Aliás, sabe por que você tem tantos problemas? Pela simples razão de
estar vivo. Pela simples razão de ter muito ainda por aprender.
Se você está passando por um problema, pode ficar tranqüilo: ele não
será o último nem o pior.

“Roberto”, você pode perguntar, “vai me acontecer um problema pior do
que este pelo qual estou passando?”
Com toda certeza. Você já notou que o problema que estamos enfrentando
no momento é sempre o pior? Quando você olha para trás, certamente vê
que já teve problemas muito maiores, mas a angústia do momento
presente é sempre a pior.

Viver é enfrentar desafios, pois a função da vida é o aprendizado. Eu
tenho um jeito de lidar com as dificuldades que me ajuda muito. Quando
estou no meio de uma situação difícil, procuro afastar todas aquelas
emoções que poderiam me angustiar e digo a mim mesmo: “Roberto, não
faça drama! Isso é somente um exame de uma matéria em que você foi
reprovado. Estude, se dedique e passe de ano”.

Os problemas são matérias que temos de aprender. Mantenha a cabeça
tranqüila e procure aprender rápido a lição, para poder passar de ano.
Se não aprender a lição, a vida sempre trará os mesmos problemas de
volta para que você possa evoluir o mais rápido possível.

E não se esqueça: os problemas são sempre do seu tamanho. Como disse o
poeta Adoniran Barbosa, “Deus dá o frio conforme o cobertor”. A
solução está sempre dentro de você. Analise a situação, peça ajuda a
um amigo e concentre sua atenção na solução do problema. Mais cedo ou
mais tarde, inevitavelmente, você encontrará a solução. E nesse dia
vai descobrir que se tornou um pouquinho melhor como pessoa.

Uma dica fundamental: nunca odeie quem lhe traz o problema. Ele é
somente o professor. Resolva a dificuldade e agradeça a essa pessoa
pela oportunidade de evoluir.

O mal é como chuva de granizo: faz muito barulho, às vezes machuca,
mas passa logo. Já o nosso aprendizado, não. Ele é eterno.

O PONTO NEGRO

Certo dia, um professor chegou na sala de aula e disse aos alunos para se prepararem para uma prova-relâmpago. Todos acertaram suas filas, aguardando assustados o teste que viria.
O professor foi entregando, então, a folha da prova com a parte do texto virada para baixo, como era de costume.
Depois que todos receberam, pediu que desvirassem a folha. Para surpresa de todos, não havia uma só pergunta ou texto, apenas um ponto negro, no meio da folha. O professor, analisando a expressão de surpresa que todos faziam, disse o seguinte:
Agora, vocês vão escrever um texto sobre o que estão vendo.
Todos os alunos, confusos, começaram, então, a difícil e inexplicável tarefa. Terminado o tempo, o mestre recolheu as folhas, colocou-se na frente da turma e começou a ler as redações em voz alta. Todas, sem exceção, definiram o ponto negro, tentando dar explicações por sua presença no centro da folha.
Terminada a leitura, a sala em silêncio, o professor então começou a
explicar: Esse teste não será para nota, apenas serve de lição para todos nós. Ninguém na sala falou sobre a folha em branco. Todos centralizaram suas atenções no ponto negro.
Assim acontece em nossas vida. Temos uma folha em branco inteira para observar e aproveitar, mas sempre nos centralizamos nos pontos negros.
A vida é um presente de Deus dado a cada um de nós, com extremo carinho
e cuidado. Temos motivos para comemorar sempre.  A natureza que se renova, os amigos que se fazem presentes, o emprego que nos dá o sustento, os milagres que diariamente presenciamos.
No entanto, insistimos em olhar apenas para o ponto negro!
O problema de saúde que nos preocupa, a falta de dinheiro, o relacionamento difícil com um familiar, a decepção com um amigo. Os pontos negros são mínimos em comparação com tudo aquilo que temos diariamente, mas são eles que povoam nossa mente. Pense nisso! Tire os olhos dos pontos negros de sua vida. Aproveite cada bênção, cada momento que Deus lhe dá.
Jesus diz em Mateus 6:33: "buscai primeiro o reino de Deus, e a sua  justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.
E o que é buscar o reino de Deus em primeiro lugar? É procurar,sempre, como ponto de partida, viver em plenitude as graças e bênçãos que Deus nos dá. É deixar a ansiedade e o stress de lado, porque isso é falta de fé.  É acreditar que os pontos negros passarão e viver a plenitude do amor
de Deus. Lembre-se disso!
O ponto negro que há em sua vida é infinitamente menor que as graças e as bênçãos de Deus.
Faça a sua parte, deixe a ansiedade de lado, aproveite cada dia que você tem. E Deus vai lhe dar sabedoria e vai abrir as portas necessárias para que os pontos negros de sua vida se acabem.
Creia que o choro pode durar até o anoitecer, mas a alegria logo vem no amanhecer. Tenha essa certeza, tranqüilize-se e seja feliz!!!

PERMITA-SE SER IMPERFEITA

"'Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes. Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe, filha e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado, decido o cardápio das refeições, cuido dos filhos, telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e-mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e ainda faço as unhas e depilação!
E, entre uma coisa e outra, leio livros.
Portanto, sou ocupada, mas não uma workholic.
Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.
Primeiro: a dizer NÃO.
Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO.
Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero.
Pois inclua na sua lista a Culpa Zero!
Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros...
Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.
Você é, humildemente, uma mulher...
E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É ter tempo.
Tempo para fazer nada.
Tempo para fazer tudo.
Tempo para dançar sozinha na sala.
Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.
Tempo para sumir dois dias com seu amor.
Três dias..;
Cinco dias!
Tempo para uma massagem...
Tempo para ver a novela.
Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.
Tempo para fazer um trabalho voluntário.
Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.
Tempo para conhecer outras pessoas.
Voltar a estudar.
Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.
Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.
Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.
Existir, a que será que se destina?
Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.
A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem. 
Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.
Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!
Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.
Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.
Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C.
Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.
E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante."
(Martha Medeiros - Jornalista e escritora)

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

EM QUE TEMPO VOCÊ ESTÁ VIVENDO?

Outro dia  li uma frase de Mário Quintana, escritor, tradutor e
jornalista brasileiro, falando do tempo. Na visão do saudoso  poeta “
o tempo é um ponto de vista. Velho é quem é um dia mais velho que a
gente.”
Refletindo sobre esse ponto de vista, deparei-me com um artigo sobre
gestão do tempo. Abordava a visão grega do tempo em dois sentidos:
Cronos e Kairos. Achei interessante e resolvi aprofundar a leitura.
Cronos, na visão dos sábios gregos, designa o tempo de forma
quantitativa, estatística, seqüencial, ou seja: a maneira pela qual
podemos medir ou fracionar o tempo em dia, hora, mês, calendário… É o
tempo limitado, finito, absoluto. Diziam eles que Cronos é o tempo dos
homens.
Kairos é mais interessante: refere-se a qualidade do tempo. Kairos é o
tempo certo, o momento oportuno. Um momento indeterminado em que algo
acontece. O tempo que não pode ser aprisionado pelas estatísticas e
relógios. O tempo divino.
A curiosidade levou-me a refletir, visto que pelas exigências da vida
moderna, não temos a percepção de Kairos. Embora os dois tempos estão
interligados em nosso dia a dia.
Falamos muito sobre administrar o tempo,  gestão eficaz do tempo. São
muitas as considerações de como usar o tempo a nosso favor,
produtivamente. Sempre no contexto de Cronos. Não percebemos que a
vida é marcada pelos dois tempos. Enquanto Cronos quantifica, Kairos
qualifica nossas ações.
O que isso significa?
Perceber esta distinção possibilita viver em harmonia em qualquer
situação. Podemos viver o tempo de Cronos (prazos, horas, cronogramas)
qualificando e valorizando o cada momento, cada instante vivido, pois
este é o tempo certo para viver. Não existe outro tempo!
Podemos viver com qualidade por que Kairos é a ação que muda o valor,
o sentido de nossas ações. Conhecendo estes significados podemos
valorizar detalhes para tornar nossa vida mais simples, mais feliz,
mais plena. Se Cronos nos acompanha controlando nossos minutos, Kairos
deve ser o nosso aliado para viver bem cada momento.
É fácil aliar os tempos? Fazer os dois caminharem juntos? Certamente
não! Somos exigidos por tantas atividades: horários, reuniões, prazos
a cumprir, que  24 horas por dia, parecem insuficientes.
Contudo,  a percepção de Kairos  é necessária para que possamos viver
melhor.  Pense na alegria de uma meta atingida, de um convívio
saudável com quem amamos, ou de uma viagem inesquecível. Isso é
qualidade, é o momento certo, o momento oportuno! Viver bem estes
momentos é encontrar prazer no que se faz, é qualificar a vida.
O educador Rubem Alves foi muito feliz ao afirmar que “o tempo pode
ser medido de duas maneiras: com as batidas de um relógio, ou com as
batidas do coração”.
Aprender a conviver com esta ambigüidade, usando os dois tempos, faz
com que possamos medir o tempo por “um minuto” ou por “um sentimento”,
pois o momento que estamos vivendo, é único. É o tempo certo, o
momento oportuno! O tempo do universo, ou o tempo de Deus, como os
gregos o viam.
E você, em qual tempo está vivendo?  Pense nisso.


Euclides Colombo

MINIMAMENTE FELIZ

A felicidade é mesmo um estado mágico e duradouro ?

A felicidade é a soma das pequenas felicidades. Li essa frase num
outdoor em Paris e soube, naquele momento, que meu conceito de
felicidade tinha acabado de mudar.Eu já suspeitava que a felicidade
com letras maiúsculas não existia, mas dava a ela o benefício da
dúvida. Afinal, desde que nos entendemos por gente aprendemos a sonhar
com essa felicidade no superlativo. Mas ali, vendo aquele outdoor
estrategicamente colocado no meio do meu caminho (que de certa forma
coincidia com o meio da minha trajetória de vida), tive certeza de que
a felicidade, ao contrário do que nos ensinaram os contos de fadas e
os filmes de Hollywood, não é um estado mágico e duradouro.

Na vida real, o que existe é uma felicidade homeopática, distribuída
em conta-gotas. Um pôr-de-sol aqui, um beijo ali, uma xícara de café
recém-coado, um livro que a gente não consegue fechar, um homem que
nos faz sonhar, uma amiga que nos faz rir. São situações e momentos
que vamos empilhando com o cuidado e a delicadeza que merecem alegrias
de pequeno e médio porte e até grandes (ainda que fugazes) alegrias.

'Eu contabilizo tudo de bom que me aparece', diz Fabiana, também
adepta da felicidade homeopática. 'Se o zíper daquele vestido que eu
adoro volta a fechar (ufa!) ou se pego um congestionamento muito menor
do que eu esperava, tenho consciência de que são momentos de
felicidade e vivo cada segundo.

Elis conta que cresceu esperando a felicidade com maiúsculas e na
primeira pessoa do plural: 'Eu me imaginava sempre com um homem lindo
do lado, dizendo que me amava e me levando pra lugares mágicos. Agora,
viajando com frequência por causa de seu trabalho, ela descobriu que
dá pra ser feliz no singular: 'Quando estou na estrada dirigindo e
ouvindo as músicas que eu amo, é um momento de pura felicidade. Olho a
paisagem, canto, sinto um bem-estar indescritível'.

Uma empresária que conheci recentemente me contou que estava falando e
rindo sozinha quando o marido chegou em casa. Assustado, ele perguntou
com quem ela estava conversando: 'Comigo mesma', respondeu. 'Adoro
conversar com pessoas inteligentes'.
Criada para viver grandes momentos, grandes amores e aquela felicidade
dos filmes, a empresária trocou os roteiros fantasiosos por prazeres
mais simples e aprendeu duas lições básicas: que podemos viver
momentos ótimos mesmo não estando acompanhadas e que não tem sentido
esperar até que um fato mágico nos faça felizes.

Esperar para ser feliz, aliás, é um esporte que abandonei há tempos. E
faz parte da minha 'dieta de felicidade' o uso moderadíssimo da
palavra 'quando'.


Aquela história de 'quando eu ganhar na Mega Sena', 'quando eu me
casar', 'quando tiver filhos', 'quando meus filhos crescerem', 'quando
eu tiver um emprego fabuloso' ou 'quando encontrar um homem que me
mereça', tudo isso serve apenas para nos distrair e nos fazer esquecer
da felicidade de hoje. Esperar o príncipe encantado, por exemplo, tem
coisa mais sem sentido? Mesmo porque quase sempre os súditos são mais
interessantes do que os príncipes; ou você acha que a Camilla
Parker-Bowles está mais bem servida do que a Victoria Beckham?

Como tantos já disseram tantas vezes, aproveitem o momento, amigos. E
quem for ruim de contas recorra à calculadora para ir somando as
pequenas felicidades.
Podem até dizer que nos falta ambição, que essa soma de pequenas
alegrias é uma operação matemática muito modesta para os nossos
tempos. Que digam. Melhor ser minimamente feliz várias vezes por dia
do que viver eternamente em compasso de espera.



Por Leila Ferreira, jornalista



AS PALAVRAS TÊM PODER

As palavras têm poder

A linguagem dirige nossos pensamentos para direções especificas e, de
alguma forma, ela nos ajuda a criar a nossa realidade, potencializando
ou limitando as nossas possibilidades. A habilidade de usar a
linguagem com precisão é essencial para uma boa comunicação e para o
seu sucesso.


1) Cuidado com a palavra NÃO. A Frase que contém NÃO, para ser
compreendida, traz à mente o que está junto com ela. O NÃO existe
apenas na linguagem e não na experiência.
Por exemplo: pense em "NÃO"... Não vem nada à mente. Agora, vou lhe
pedir não pense na cor vermelha... Eu pedi para você NÃO pensar na cor
vermelha e você pensou. Procure falar no positivo, o que você quer e
não o que você não quer.


2) Cuidado com a palavra MAS, que nega tudo que vem antes. Por
exemplo: "O Pedro é um rapaz inteligente, esforçado, MAS...".
Substitua o MAS por E, quando indicado.


3) Cuidado com a palavra TENTAR, que pressupõe a possibilidade de
falha. Por exemplo:
"Vou tentar encontrar com você amanhã às 8 horas". Em outras palavras:
Tenho grande chance de não ir, pois vou "tentar". Evite TENTAR, FAÇA.


4) Cuidado com NÃO POSSO ou NÃO CONSIGO, que dão idéia de incapacidade
pessoal. Use NÃO QUERO, NÃO PODIA ou NÃO CONSEGUIA, que pressupõe que
vai conseguir, que vai poder .


5) Cuidado com as palavras DEVO, TENHO QUE ou PRECISO, que pressupõem
que algo externo controla a sua vida. Em vez delas use QUERO, DECIDO,
VOU.


6) Fale dos problemas ou das descrições negativas de si mesmo,
utilizando o verbo no passado. Isto libera o presente. Por exemplo,
"Eu tinha dificuldade em fazer isto..."


7) Fale das mudanças desejadas para o futuro utilizando o tempo
presente do verbo. Por exemplo: em vez de dizer "Vou conseguir", diga
"Estou conseguindo".


8) Substitua o SE por QUANDO. Por exemplo: em vez de falar "Se eu
conseguir ganhar dinheiro vou viajar", fale "Quando eu conseguir
ganhar dinheiro vou viajar".


9) Substitua ESPERO por SEI. Por exemplo: em vez de falar "Eu espero
aprender isso", diga "Eu sei que vou aprender isso". ESPERAR suscita
dúvidas e enfraquece a linguagem.


10) Substitua o CONDICIONAL pelo PRESENTE. Por exemplo: Ao invés de
dizer "Eu gostaria de agradecer a presença de vocês", diga "Eu
agradeço a presença de vocês". O verbo no presente fica mais forte e
concreto.
http://www.secth.com.br/si/site/jornal_materia?codigo=306

Conserte seus erros - Por Roberto Shinyashiki


Quando colocamos a responsabilidade por nossos erros nas costas dos outros, temos mais dificuldades em resolver os problemas.


Todas as pessoas cometem muitos erros ao longo da vida. Quando olho para trás, fico impressionado com os erros que cometi. Algumas vezes, por não ter enxergado direito quem era o bandido e quem era o mocinho, acabei dando ouvidos ao bandido. Outras vezes até percebi o erro que estava cometendo, mas não fui suficientemente forte para fazer o que precisava ser feito. Errei também quando decidi fazer determinada coisa, mas não fui suficientemente firme para levar minha decisão até o fim.
O que posso dizer é que procurei fazer o que julgava certo, mas nem sempre as coisas saíram corretamente. Podemos até tentar acertar, mas algumas situações são muito complexas e equívocos acontecem. O pior de tudo não é errar, mas o que as pessoas fazem com seus erros.
— Roberto, quais são os enganos que as pessoas podem cometer quando erram?
Infelizmente a maioria das pessoas coloca a responsabilidade de seus erros nos outros. “Meu pai não me deu amor, por isso não consigo ir até o fim nas coisas que começo.” “O problema é que a minha namorada é muito ciumenta e não me deixa trabalhar direito.” “A culpa é do meu chefe, que nunca me orienta quando preciso.” Mas será que você pediu ajuda ao seu chefe? Será que não havia outras pessoas que poderiam orientá-lo? Será que você não tem outras formas de conseguir as informações necessárias?
Quando as pessoas colocam a responsabilidade por seus erros nos outros acabam tendo mais dificuldades em resolver os problemas. Infelizmente, a arrogância é uma praga que impede a pessoa de perceber a bobagem que fez e de aprender com os próprios erros ou de pedir desculpas aos prejudicados. A compreensão de que podemos errar e depois corrigir nossos erros nos ajuda a valorizar nossos esforços.
A juventude é um tempo de muitas descobertas. É também um tempo de muitas paixões. E paixões trazem alegrias e sofrimentos, erros e acertos. Muitas vezes vejo casais em que o rapaz vive humilhando a namorada. Eu sempre me pergunto, nesses casos, como alguém pode agüentar tanta desqualificação. Tempos depois, esse rapaz aparece chorando, reclamando que a garota terminou o relacionamento porque se apaixonou por outro.
O ódio por ter sido abandonado não lhe permite perceber que foi ele mesmo que jogou a companheira nos braços do outro. Ficar ressentido não o ajudará a mudar sua maneira de se relacionar. Aliás, o amor não é simplesmente um sentimento. O amor também é a forma de tratar a pessoa amada. Alguém que maltrata seu parceiro não pode realmente dizer que o ama. O verdadeiro amor nos faz ter vontade de fazer o outro feliz.
No emprego também é preciso coragem para reconhecer suas dificuldades, assumir os próprios erros e iniciar um trabalho para mudar seu comportamento. O que acontece quando você perde um emprego do qual depende e gosta? O sofrimento é inevitável. Surge a raiva incontida contra o chefe. Isso é natural. Mas tem de chegar o momento em que você passa a aprender com as coisas que fez, ou deixou de fazer, e talvez tenham contribuído para a sua demissão. Então, quando você se der conta de que está em um caminho errado, mude de rota antes de fazer ainda mais bobagens.
Na Europa, existem trens que fazem viagens longas que duram dias. Em um desses trens, uma jovem dividia a cabine com um sujeito que não parava de resmungar:
— Que azar! — ele dizia, entre um suspiro e outro.
Passados alguns minutos, nova reclamação:
— Que azar!
Curiosa, a jovem lhe perguntou:
— Você está bem? Há algo que eu possa fazer para ajudar?
Ainda se lastimando, o sujeito desabafou:
— É muito azar! Faz três dias que estou no trem errado!
Muitas pessoas passam a vida reclamando dos trens errados que tomaram há muito tempo e dos quais jamais desceram. Vivem em profissões, empregos e relacionamentos errados, e não fazem nada para corrigir a situação. Se você tomou o trem errado, desça na próxima estação e procure imediatamente o rumo certo. Caso contrário, sempre sairá perdendo. Talvez até ganhe muito dinheiro ou seja muito aplaudido, mas estará vivendo o sonho de outra pessoa.
Quando tiver dúvidas sobre o percurso do trem que pretende tomar, seja humilde e procure as pessoas que ama para pedir conselhos. Divida com elas suas dores e angústias. Juntos, vocês descobrirão o melhor itinerário a seguir. Quando tudo parecer perdido, lembre-se: o que hoje é razão de preocupação, amanhã será motivo para sorrir, se você souber agir com precisão. A consciência de que podemos melhorar com nossos erros nos faz crescer. Errar é uma forma de aprender sobre o mundo e as pessoas. Somente quem não toma decisões está livre de cometer erros.
As pessoas que não erram são medrosas. As pessoas que não assumem seus erros são irresponsáveis e as que insistem neles são cegas. Na vida, você vai acertar algumas vezes e errar outras. Com base nos acertos, vai construir sua auto-estima. Com os erros, aprenderá lições que servirão para toda a vida.
* Texto extraído do livro Sempre em Frente, de Roberto Shinyashiki.